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Foto: Antoninho Perri
 

Campinas

Uma metrópole de 237 anos e um milhão de habitantes

Campinas, a cidade em que está instalado o maior campus da Unicamp, é o segundo centro econômico, industrial, científico e tecnológico do Estado de São Paulo e um dos maiores da América Latina. A Região Metropolitana de Campinas (RMC), da qual Campinas é o município sede, é uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 9,5% do PIB (produto interno bruto) paulista e 4% do PIB brasileiro. Seu parque produtivo alcança desde áreas industriais tradicionais (automotiva, têxtil, metalúrgica, alimentícia, petroquímica e farmacêutica) até nichos da produção de ponta em telecomunicações, eletrônica, informática e química fina.

Campinas está entre os maiores pólos de Ciência & Tecnologia do mundo, de acordo com dados da ONU, representando um dos maiores centros universitários do Brasil, com cerca de 89 mil alunos matriculados no ensino superior. Segundo dados da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, o pólo de C&T da cidade é responsável por 15% das intenções de investimentos no Estado de São Paulo.

 


Melhor cidade para se trabalhar
Campinas é a 4ª melhor cidade do interior e a 11ª do país para se desenvolver carreira, de acordo com a edição 2009 da pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), baseada em requisitos como capacidade de geração de riquezas, qualidade na educação e vigor econômico.

Os municípios que compõem a Região Metropolitana de Campinas, uma das 13 grandes do país, abrigam uma população de 2,5 milhões de pessoas, 1 milhão e 30 mil vivendo em Campinas. Quando o assunto é emprego e oportunidades de trabalho, a região é destaque no cenário nacional. A RMC tem cerca de 1,2 milhão de pessoas ocupadas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Além disso, 50 das 500 maiores empresas do mundo estão instaladas no município ou ao seu redor, em uma das outras 18 cidades que compõe a RMC.

Muito do poder de atração de investimentos do pólo regional de Campinas deve-se às universidades e aos centros de pesquisa e desenvolvimento que possui. A presença dessas instituições na região assegura mão-de-obra qualificada, além da capacidade de suprir tecnologicamente as empresas, remodelar processos produtivos e elevar os níveis de competitividade da indústria.

Pólo Científico
A cidade que o futuro aluno da Unicamp vai encontrar é dotada de completa infraestrutura nas áreas cultural, educacional, de lazer e entretenimento.

A cidade tem tradição em pesquisa. O Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a mais antiga entidade científica da cidade, é o maior centro de pesquisas agropecuárias do País, tendo desenvolvido cerca de 750 novas variedades de 66 espécies nas mais diversas cadeias produtivas do agronegócio paulista, com pesquisas até no Exterior. Universidades e centros de pesquisa, como o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) e o próprio Instituto Agronômico respondem por parcela generosa dos últimos avanços do Brasil nos campos da ciência e da tecnologia.

Depois da instalação do campus da Unicamp, Campinas recebeu o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), considerado um dos melhores centros de desenvolvimento de pesquisa na área de telecomunicações do mundo, com desempenho estratégico no setor. O Instituto Nacional de Tecnologia de Informação (ITI) e em 1997 o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, a única fonte de luz síncroton existente no Hemisfério Sul. O LNLS é responsável por pesquisas na área da nanotecnologia, que é a capacidade de manipular diretamente átomos e moléculas e que provavelmente será responsável por uma nova revolução industrial que deverá modificar o modo de vida das pessoas.

A nanotecnologia é um setor científico e tecnológico importante e estratégico para o país. Nesse sentido, Campinas passou a contar em 2005 com a Nano Aventura, um circo itinerante sobre nanociência e nanotecnologia que representa o primeiro projeto do Museu Exploratório de Ciências de Campinas.

Na área da saúde é possível contar com um dos mais respeitados e desenvolvidos centros de pesquisa e tratamento do Câncer no mundo: o Centro Infantil Domingos Boldrini, que se destaca também pelas grandes parcerias que tem conquistado ao longo dos 33 anos de existência, entre elas quatros instituições internacionais. Além da estrutura do Hospital das Clínicas da Unicamp, um hospital de referência e excelência que presta assistência complexa e hierarquizada, forma e qualifica recursos humanos e produz conhecimento.

As previsões do final da década de 1990 envolvendo as áreas industrial, comercial, imobiliária e de serviços estão se confirmando e apontam Campinas e região como uma das áreas mais atraentes para novos negócios no Brasil e na América Latina.

Empresas que tiveram origem na Unicamp estão respondendo atualmente por um faturamento de cerca de R$ 1 bilhão por ano. Este é mais um dos indicadores do potencial de Campinas em gerar novos negócios em alta tecnologia.

A movimentação econômica alavancou o projeto de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, que está projetado pela Infraero para se tornar um dos maiores sítios aeroportuários da América Latina.

Uma de cada três toneladas de mercadorias importadas e exportadas no Brasil, por via aérea, passa por Viracopos, que é atualmente o segundo maior aeroporto do Brasil em movimentação de cargas. A Infraero prevê que, no futuro, o aeroporto tenha um terminal com capacidade para 4 milhões de toneladas de carga e cerca de 70 milhões de passageiros por ano, em um total de 570 mil operações de pouso e decolagem. Atualmente, o aeroporto tem movimento de 13,7 mil passageiros/dia, e tem capacidade para 5 milhões de passageiros/ano.

Outro fator importante que coloca Campinas num lugar de destaque no desenvolvimento da economia nacional é o projeto do trem de alta velocidade (TAV). Ligando a cidade a São Paulo e ao Rio de Janeiro, a estimativa é de que o percurso seja realizado num intervalo de 40 minutos até a capital paulista e duas horas e meia até o Rio de Janeiro. A estimativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é de concluir as obras do trecho entre Campinas e São Paulo até 2014, para os jogos da Copa do Mundo.

Cultura, Lazer e Esporte
Campinas possui museus, bibliotecas, cinemas, teatros, shopping centers, galerias de arte, estádios de futebol, praças de esportes municipais, ginásios esportivos, praças públicas e parques arborizados, um observatório municipal, além de completa rede hoteleira. Com um total de 45 salas de cinema, Campinas é uma das cidades brasileiras com maior número de salas por habitante.

Manifestações artísticas e culturais não faltam na cidade. Aqui grupos de teatro e dança, criam, a cada dia, novos talentos. Mesmo com o acelerado crescimento, a cidade oferece áreas verdes, transformadas em pontos de lazer totalizando uma área equivalente a cerca de 200 campos de futebol. Recentemente, Campinas alcançou também a marca de 37,5 quilometros de ciclovias espalhadas pela cidade.

No esporte, o Centro de Excelência Desportiva é a grande promessa. Ele faz parte de um convênio firmado com o Governo Federal e a Prefeitura e vai ocupar uma área de 162 mil metros quadrados. Cinco modalidades de esporte reunirão atletas de rendimento olímpico de todo país para treinamento de saltos ornamentais, taekwondo, tênis de quadra, atletismo e bicicross. Existem apenas cinco locais como esse em todo país.

 

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