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Despedindo-se de um amigo
Montes azuis ao norte das muralhas,
Rio branco serpenteando em torno deles;
É aqui que devemos separar-nos
E prosseguir por milhares e milhares de léguas
De capim morto.
A mente é ampla nuvem flutuante,
O crepúsculo é a despedida de velhas amizades
Curvadas sobre mãos dadas na distância
Nossos cavalos rincham, um ao outro,
enquanto nos separamos.
RIHAKU
Meu amigoSão Paulo, 13 de janeiro de 1996
Também estou preocupado há tempo com suas reações. É bem verdade que seus problemas são muitos, e graves,mas sua morte certamente não é a melhor solução. Entendo que você esteja cansado mas ainda há vínculos que o prendem à vida: pense nas mulheres que o amaram e naquela que ainda o ama. Pense nos seus amigos e na falta que você fará a eles - e principalmente a mim.
Pelo amor de Deus, não se precipite. Venha conversar comigo hoje, às quatro horas, em minha casa.Fausto
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